A Patagônia é grande. Muito maior do que parece no mapa. Em 10 dias você consegue cobrir os três pontos icônicos da Patagônia austral, mas vai precisar de duas fronteiras, três aeroportos e disposição para acordar antes do sol.
Visão geral
1 | Roteiro completo: |
Dia 1-3: El Calafate
Voe de Buenos Aires direto. O Glaciar Perito Moreno é a única atração obrigatória. Não é só um passeio de passarela: invista no minitrekking (R$ 600-800), que coloca você em cima do gelo. A sensação de pisar em um glaciar ativo é incomparável.
Reserve um dia extra para a estância Nibepo Aike — gastronomia local, cavalos, vista do Lago Argentino.
Dia 4-6: El Chaltén
3 horas de ônibus desde El Calafate. El Chaltén é uma vila de 800 habitantes que vira capital mundial do trekking de outubro a abril. Trilhas obrigatórias:
- Laguna de los Tres — 10h ida-volta. A foto clássica do Fitz Roy é tirada daqui. Não é fácil. Vá cedo.
- Laguna Torre — 7h ida-volta. Mais tranquila, vale o esforço.
- Mirador Cóndores — 1h ida-volta. Para quem precisa de descanso.
Trekking na Patagônia argentina é gratuito. Sem ingresso, sem reserva. Você só decide acordar e ir.
Dia 7-10: Torres del Paine (Chile)
Pegue ônibus até Puerto Natales (3-4h, fronteira inclusa). Daqui você faz day-trips para o parque OU faz o circuito W trek (5 dias, com refúgios reservados com 6 meses de antecedência).
Para 3 dias, faça as três visitas separadas:
- Base das Torres — 9h. A trilha mais dura, a recompensa mais alta.
- Vale do Francês — 8h. Vista panorâmica, mais sereno.
- Glacier Grey — passeio de barco + caminhada curta.
Equipamento que vale o preço
- Bota com cano alto e impermeável
- Casaco shell (vento corta na cara)
- Camadas de merino (não algodão)
- Bastões de trekking
- Mochila 30L com chuva-capa
Custos médios (10 dias, por pessoa)
1 | Voos internos (Argentina + Chile): R$ 2.500 |
A Patagônia não é viagem barata. Mas é, sem exagero, a paisagem mais cinematográfica que essa parte do mundo oferece.